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Onde comer perto de Centro Hospitalar do Alto Ave

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As raízes históricas do Hospital iniciam-se em finais do Século XVI, altura em que foi instituído o Hospital da Misericórdia de Guimarães. Funcionou neste formato até à Revolução de 1974, altura a partir da qual passou a ser designado de Hospital Distrital de Guimarães. Mas em meados dos anos 80 do Século passado, a capacidade do então Hospital estava bloqueada pelas exíguas instalações do Convento dos Capuchos, daí a necessidade de construção de um novo edifício para servir adequadamente a população da região. Assim começa a história das actuais instalações. O início da execução do projecto data de 1978. Perspectivando um total de 485 camas e dotado de quase todas as valências hospitalares. A área do terreno onde viria a ser edificado, uma antiga quinta, estava dotada de cerca de 86 mil metros quadrados. Ficando localizado à entrada sul da cidade. Foi dotado de dois edifícios, um corpo principal em altura com 11 pisos, tendo os dois primeiros pisos edifícios circundantes funcionando como uma espécie de base. O segundo corpo foi dotado de 3 pisos, ligado ao edifício principal por galeria semi-enterrada. Este ficou reservado para a Medicina Física e de Reabilitação e para parte das Consultas Externas. A tradição religiosa da região ajudou a baptizar a instituição de “Hospital da Senhora da Oliveira - Guimarães”, não esquecendo a protecção da virgem milagrosa. Segundo rezam as crónicas, o milagre de “reverdecimento” de uma oliveira gerou, no Século XIV, um impacto tal que Santa Maria de Guimarães passou a designar-se por Santa Maria da Oliveira e começou a escrever-se sobre os milagres da Senhora da Oliveira. Ao que parece, consta ainda do currículo da Santa 44 curas: 23 cegos, 11 endemoinhados, 5 paralíticos, 3 mudos, 1 surda e 1 inchada. Aliás, tudo isto levou os Reis D. João I, D. Afonso V e D. João V a dedicarem devoção especial à milagreira. A dedicação à Senhora da Oliveira manteve-se, daí a escolha do nome do Hospital. O novo Hospital entrou em funcionamento a 25 de Setembro de 1991, tendo sido inaugurado oficialmente a 8 de Fevereiro de 1992 pelo então Primeiro-ministro, Prof. Aníbal Cavaco Silva. Funcionou neste formato até ao ano de 2002, quando foi transformado em Sociedade Anónima (SA) de capitais exclusivamente públicos pelo Decreto-Lei nº 285/2002. A par de vários outros hospitais do país. Essa alteração baseou-se na implementação de uma forma de gestão de natureza empresarial. Tendo como objectivos aumentar a qualidade dos cuidados prestados, melhorar o acesso e maximizar a eficiência e controlo da despesa total. Uma das grandes inovações deste método de gestão foi a introdução do contrato individual de trabalho. Esta modalidade pretendeu aprofundar a autonomia de gestão dos hospitais. O Hospital continuou integrado no Serviço Nacional de Saúde. Segundo o referido Decreto-Lei: “O processo de «empresarialização» hospitalar envolve a adopção de um novo estatuto jurídico, bem como de um novo modelo de gestão e de um novo modelo de contratação e financiamento das prestações de saúde”. Em 2005 houve nova alteração na natureza jurídica do Hospital, decretada pela tutela central. Todos os hospitais até então SA passavam a Entidades Públicas Empresariais (EPE), pelo Decreto-Lei nº 233/2005. O regime jurídico manteve-se semelhante, sendo reforçado o carácter público dos hospitais até à data SA. “Deve ser inequívoca a natureza pública das instituições do Estado prestadoras de cuidados de saúde, havendo que compatibilizar este princípio com os instrumentos de gestão mais adequados à natureza específica das suas actividades”, segundo este Decreto-Lei. Em 2007, houve nova alteração com a criação do Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE, pelo DL 50-A/2007 de 28 de fevereiro. Fundindo os antigos hospitais da Senhora da Oliveira e S. José de Fafe num único Centro Hospitalar, com sede em Guimarães. Mantendo-se o estatuto jurídico EPE.

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