Onde comer perto de Castelo de Cerveira
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Na linha de fronteira que constitui o Rio Minho situa-se, na sua margem esquerda, a medieva fortaleza de Vila Nova de Cerveira, construção militar fundamental na linha defensiva do Alto Minho - que se prolongava entre a foz do Minho (em Caminha) e a remota vila de Melgaço. Espanha encontrava-se mesmo do outro lado do rio, pelo que o castelo de Cerveira procurava impedir as investidas que vinham da margem direita.
No reinado de D. Dinis, o castelo e o burgo de Cerveira desenvolveram-se consideravelmente, através de foral atribuído em 1321, conservando-se desse tempo a maior parte da sua fortaleza.A muralha castrense desenha, aproximadamente, uma forma elíptica, sendo os seus panos de pedra aparelhada reforçados por cubelos quadrangulares e a altaneira torre de menagem. Parte deste sistema defensivo trecentista era ameado. A entrada do castelo é transposta na elegante porta gótica da barbacã, sendo esta coroada por merlões e cubelos defensivos. Na parte superior das muralhas corria um adarve com acesso por escadas às diversas plataformas dos cubelos.
Decisivo nos momentos cruciais na defesa da independência nacional, o castelo de Cerveira é alvo de um cerco em 1643 pelas tropas espanholas. Contudo, triunfaria a obstinada resistência dos seus defensores. Após este assédio militar, o visconde de Cerveira determina a modernização do sistema defensivo da praça-forte minhota.
A moderna fortaleza possuía cinco baluartes angulares, o Forte de Lovelhe, com as suas poderosas cortinas pétreas, os seus fossos e uma atalaia, respondendo às exigências das táticas da pirobalística, como ficou provado no assalto de 1809, efetuado pelo exército napoleónico sob o comando de Soult. Repelidos os assaltantes franceses, estes viram-se obrigados a contorná-la.No último quartel do século XIX, a urbe expandiu-se para lá dos limites amuralhados, sacrificando-se a maior parte das defesas seiscentistas. O tempo e os homens encarregaram-se, igualmente, de desmantelar parte do castelo medieval.
A destruição foi sustida na presente centúria, devido à intervenção estatal e do município. Classificadas como Monumento Nacional, as vetustas muralhas de Cerveira, bem assim como os principais edifícios históricos, foram preservados. Este monumental conjunto compreendia, para além da fortaleza, a Igreja da Misericórdia, a antiga Câmara Municipal, o tribunal, a prisão, o pelourinho e diversas habitações intramuros.
Algumas destas construções foram reutilizadas, estando parte delas ocupadas por uma das mais originais pousadas de Portugal.
Nada como visitar e respirar história!

